O corpo teve de despertar diante do barulho irritante que insistia em sua tarefa matinal. Maquinalmente, seguiu com o alongamento dos membros e o estalar de ossos. Os olhos se abriram e as imagens lentamente foram se posicionando. Estava muito confortável na cama, a temperatura suavemente controlada pelo ventilador novo (que não fazia barulho), [...]
Posts under ‘Filosofia de Boteco’
Panes circenses
Por que alguém tem de morrer?
- Para que as pessoas valorizem a vida…
- E quem vai morrer?
- O poeta, o visionário…
O luto: algo nos foi tirado e isso causa raiva, frustração, tristeza, sentimento de impotência. De fato, não há nada a fazer a não ser lamentar, se rebelar em vão, lançar maldições ao vento, [...]
Ração
Frustrado e mais uma vez marcado por cicatrizes diante dos espelhos quebrados da decepção d’amor, o jovem coração se apega ao não-realizado e ao imaginado para teimar em sua masoquista busca pelo sentimento narcÃsico de ser amado.
O “e se..” ocupa então o lugar de tudo o que foi vivido, reinventando-se até mesmo o que já [...]
Matemática simples
1+1 nunca deverá tender a um valor nulo (0). Se tal fenômeno acontecer, a razão é por um dos 1 em questão ter um sinal negativo oculto entre as abas do parêntesis, sendo claro o fato de que não se trata de uma soma, e sim subtração.
Das Presenças Nocivas
Que a sua atual cara-metade tenha passado por vários relacionamentos é extremamente salutar, pois disso conclui-se (ao menos pressupõe-se) que ao seu lado está uma pessoa que sabe dançar. Não estou falando de dança que vem com música, festa e um passinho pra lá e outro pra cá: me refiro à dança da vida a [...]
Unotaurus
O lugar-comum largamente proferido por aqueles que tiveram seu coração, sua alma e sua dignidade partidos por um, diz que todos os homens são iguais. As mulheres, não. Diz-se que cada uma é única. Recentemente, li num texto de alguém que se baseava no bom e velho e constantemente citado Freud que a união dos [...]
BecoSangre, 23:30
— Cara, tive uma idéia prum roteiro, saca só.
— Ih, lá vem… Diga.
— Então, começa assim: a personagem principal é uma menina de 20 e poucos anos, mais ou menos na faixa do público-alvo desses filmes alternativozinhos, que vive sozinha num apartamento no centro. Ela fica sozinha a maior parte do tempo, sai sozinha, fala [...]


